

Grupo de Reflexão, Acção e Oração da Paróquia de Santa Maria de Belém



«Cheia de graça»
Ó Maria, Senhora Nossa, o Senhor fez de ti Sua mãe singular, constituindo-te assim mestra e soberana do universo. Foi para isso que Ele te formou, pelo Seu Espírito operante, desde o primeiro instante da tua concepção no seio de tua mãe. Nossa Senhora, é essa a nossa alegria hoje. E perguntamos-te, mui doce Maria, rainha prudente e nobre: é possível colocar-te ao mesmo nível ou até a um nível inferior ao das outras criaturas?
O apóstolo da verdade pura afirma com certeza que todos os homens pecaram em Adão (Rm 5,12). [...] Mas, tomando em consideração a qualidade eminente da graça divina em ti, observo que tens uma posição inestimável; à excepção de teu Filho, estás acima de tudo o que foi criado. E concluo que, na tua concepção, não podes ter ficado ligada à mesma lei da natureza a que estão ligados os outros seres humanos. Pela graça eminente que te foi concedida, tu ficaste completamente fora do alcance de todo o pecado. Graça singular e acção divina impenetrável à inteligência humana!
Só o pecado poderia afastar os homens da paz de Deus. Para eliminar esse pecado, para trazer o ser humano de novo à paz de Deus, o Filho de Deus quis fazer-Se homem, mas de um modo tal que nada n'Ele existisse nem participasse daquilo que separa o homem de Deus. Para tal, convinha que Sua mãe fosse pura de todo o pecado. Se não, como poderia a nossa carne unir-se tão intimamente à pureza suprema e como poderia o homem assumir uma tão grande união com Deus, que tudo o que é de Deus pertencesse ao homem e tudo o que é do homem pertencesse a Deus?
O mês de Novembro é o mês escolhido pela Igreja para se rezar de um modo especial pelas almas do Purgatório.
No mês de Novembro encontramo-nos em pleno Outono, esta estação do ano que tanto me fascina, pelo encanto da natureza que se recolhe para o Inverno, das folhas que se revestem dos mais belos tons antes de caírem, como a mostrar a nobreza do entardecer da vida, que se recolhe e se despede serenamente antes de repousar no silêncio do mistério!... E mesmo o nevoeiro denso que em muitos dias de Outono nos envolve, também isso é um convite ao recolhimento, mesmo ao mistério que diz a nossa existência. Talvez tenha sido por isso que a Igreja, na sua admirável pedagogia da fé que respeita os ritmos da natureza, tenha escolhido o mês de Novembro para nos recordar o mistério da morte, com a celebração dos fiéis defuntos logo no início, a 2 de Novembro, e dedicando todo o mês à meditação da morte e à contemplação do purgatório. Novembro é o mês das almas! (P. José Jacinto Ferreira de Farias fonte: agência ecclesia)
A Igreja ensina-nos que a alma que parte deste mundo sem a suficiente reparação ou com pecados veniais e faltas de amor a Deus, deverá purificar-se no Purgatório, pois no Céu não pode entrar nada contaminado (cf. Apocalipse 21, 27). No Purgatório, as almas satisfazem pelas suas culpas e manchas, mas nós podemos ajudá-Ias a purificar-se e a preparar-se para entrar no Céu.
No Purgatório certamente haverá dor, porque a purificação custa, é como um fogo intenso que queima interiormente, mas também há a alegria imensa de que o caminho para Céu é absolutamente seguro, e já nada o poderá fazer perder.
No «mês das almas» não deixaremos de rezar por todos aqueles que mais amámos neste mundo, e também por tantos outros defuntos que ninguém recorda, para os confiarmos ao abraço da divina Misericórdia. Em sua ajuda, podemos oferecer a Santa Missa, ou pedir que o sacerdote a ofereça especialmente: nada mais valioso pode ser oferecido a Deus neste mundo! Podemos também oferecer pelas almas do Purgatório a Comunhão, o Terço, as doenças, as dores, as contrariedades de cada dia, além do trabalho ou do estudo, e ainda as indulgências, plenárias ou parciais, que possamos obter. (Con. José Manuel dos Santos Ferreira)